Zema, Renan e Cury criticam proibição às bets em agendas por Minas Gerais
No último fim de semana antes da eleição, os três presidenciáveis fizeram atos em cidades mineiras e atacaram a medida provisória do governo

Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury criticaram neste sábado a medida provisória que proíbe apostas (bets) durante agendas eleitorais em Minas Gerais.
A repercussão pode elevar o tema das apostas no debate regional: Lula deve voltar a Belo Horizonte em 2 de outubro; Renan Santos tem agenda em Juiz de Fora em 29 de setembro; Augusto Cury fará carreata em Belo Horizonte neste domingo.
Romeu Zema (Novo) caminhou em Pouso Alegre e Varginha, encontrou comerciantes e disse que a MP é “oportunismo político” de Lula: “Por que que ele aprovou as bets lá atrás? Visando só a arrecadação... é mais uma vez um oportunismo político puro de alguém que está vendo que não vai ganhar as eleições.”
Renan Santos (Missão) esteve em Belo Horizonte e afirmou que a proibição é ação eleitoreira para conquistar votos e prestígio entre eleitoras, alegando que homens usam mais bets e as dívidas afetam suas mulheres.
Augusto Cury (Avante) fez caminhada pela pacificação em Caeté, disse que a medida é eleitoreira e defendeu aumentar impostos sobre o setor de apostas, após passagem pelo Largo do Pelourinho, em Salvador.
12% — alíquota atual de impostos sobre as apostas, segundo Cury
18% — exemplo citado por Cury da alíquota do setor de alimentos
50–60% — faixa que Cury propõe cobrar de impostos sobre apostas
“Eles pagam apenas 12% em impostos, enquanto o setor de alimentos, por exemplo, 18%,” disse Augusto Cury durante a agenda em Salvador.
Próximos passos: Lula retorna a Belo Horizonte em 2 de outubro; Renan Santos tem agenda em Juiz de Fora em 29 de setembro; Augusto Cury fará carreata na região centro-sul de Belo Horizonte neste domingo.