Justiça

STF julga se mandado de segurança permite compensar tributo pago nos últimos 5 anos

Julgamento do ARE 1.525.254 foi suspenso por pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes

PRedação Política.NEWS13 de set. de 2026, 07h33· 14 acessos
STF julga se mandado de segurança permite compensar tributo pago nos últimos 5 anos
Reprodução: conjur.com.br

STF analisa se mandado de segurança permite compensar tributos pagos nos cinco anos anteriores à impetração (ARE 1.525.254), julgamento suspenso por vista do ministro Alexandre de Moraes.

A decisão pode confirmar ou rever orientação que permite ao contribuinte optar pela compensação em vez de receber o indébito por precatório, afetando créditos administrativos e a forma de ressarcimento do Tesouro.

Desde 1998 o STJ admite o mandado de segurança para declarar direito à compensação (Súmula 213); o Tema Repetitivo 228 e a Súmula 461 asseguraram ao contribuinte a escolha entre precatório ou compensação após trânsito em julgado; e o EREsp 1.770.495, de 2021, estendeu a declaração aos cinco anos anteriores à impetração.

No STF formaram-se três correntes: o relator Cristiano Zanin, com Flávio Dino, Edson Fachin e Gilmar Mendes, rejeita os embargos por falta de divergência; Dias Toffoli e Cármen Lúcia acolhem os embargos para reconhecer compensação dos cinco anos anteriores e dos recolhimentos no curso da demanda; e Luiz Fux, com André Mendonça e Nunes Marques, admite compensação apenas para recolhimentos posteriores à impetração.

O mandado de segurança não obriga a Fazenda a pagar valores: pede apenas declaração de direito à compensação; a sentença não apura o crédito nem gera desembolso, e a compensação ocorre depois, sujeita à homologação do Fisco.

A jurisprudência do STF já distinguiu compensação de restituição administrativa (Tema 1.262), afirmando que a tese do Tema 1.262 não se aplica à compensação, como registrou a 1ª Turma em ARE 1.561.650 e ARE 1.540.207.

1998 — ano da Súmula 213 do STJ

5 anos — período anterior que o EREsp 1.770.495, de 2021, incluiu na declaração

ARE 1.525.254 — processo no STF com embargos de divergência, pedido de vista de Alexandre de Moraes

A 1ª Turma decidiu unanimemente que “a jurisprudência deste Supremo Tribunal assentou que não se aplica à compensação tributária a tese fixada no Tema 1.262” (acórdão citado pela Corte).

O próximo passo é a retomada do julgamento do ARE 1.525.254 após o voto-vista do ministro Alexandre de Moraes, que definirá se a orientação sumulada e a prática administrativa serão mantidas ou revistas.

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