Justiça

STF reinicia em sessão presencial análise dos impactos ambientais da Lei da Liberdade Econômica

O julgamento foi interrompido após pedido de destaque do ministro Flávio Dino na tarde de 18/9; data da retomada ainda não foi marcada.

PRedação Política.NEWS18 de set. de 2026, 18h33· 24 acessos
STF reinicia em sessão presencial análise dos impactos ambientais da Lei da Liberdade Econômica
Reprodução: conjur.com.br

O ministro Flávio Dino pediu destaque nesta sexta (18/9) e interrompeu o julgamento sobre os possíveis impactos ambientais da Lei da Liberdade Econômica.

A análise será reiniciada em sessão presencial, sem data marcada; a sessão virtual estava prevista para terminar às 23h59 desta sexta.

O caso é a ação direta de inconstitucionalidade ADI 6.528, proposta pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), que alega que trechos da lei de 2019 flexibilizam o licenciamento ambiental e desprotegem indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

O PSB contesta três trechos: a aprovação tácita quando órgãos não se manifestam no prazo; a dispensa de atos públicos para atividades de baixo risco; e a vedação à exigência de medidas compensatórias que extrapolem áreas urbanas diretamente afetadas.

O relator, ministro Cristiano Zanin, votou por validar todos os pontos questionados e foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Zanin afirmou que a Lei da Liberdade Econômica não afasta a legislação ambiental específica e que a aprovação tácita "não se aplica ao licenciamento ambiental, nem a procedimentos que dependem da manifestação dos órgãos de proteção aos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais."

O relator citou a Lei Complementar 140/2011 e o Decreto 10.178/2019 para sustentar que a aprovação tácita não pode ocorrer sem estudos de impacto ambiental e manifestações técnicas; e disse que a norma de 2019 "apenas reservou a exigência de autorização prévia àquelas atividades que, por sua natureza, demandam controle estatal mais intenso."

Zanin também afirmou que atividades como agências de viagem, chaveiros e salões de beleza têm "potencial poluidor ou degradador" irrelevante e, portanto, podem ser dispensadas de autorizações prévias em razão do baixo risco.

2019 — ano da publicação da Lei da Liberdade Econômica

ADI 6.528 — ação do PSB que questiona três trechos da lei

Lei Complementar 140/2011 — citada pelo relator como barreira à aprovação tácita no licenciamento ambiental

Decreto 10.178/2019 — prevê que o prazo para decisão administrativa começa quando todos os elementos do processo estiverem apresentados

A próxima etapa é a retomada do julgamento em sessão presencial, ainda sem data definida pelo Plenário.

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