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Autogestões adaptam-se às novas regras da ANS e reforçam cuidado centrado no paciente

Mudanças da RN entraram em vigor em julho; setor representa 4,5 milhões e atende quase 30% de idosos na carteira

Redação POLITICA.SP17 de set. de 2026 · 00h031 acesso📲 Enviar no WhatsApp
Autogestões adaptam-se às novas regras da ANS e reforçam cuidado centrado no paciente
Reprodução: valor.globo.com

As autogestões de saúde precisam se adaptar a novas regras da ANS (RN 137/RN 649) que passaram a vigorar em julho.

A mudança permite multipatrocínio, integração de categorias diferentes, ampliação do grupo familiar até 4º grau por afinidade e compartilhamento de rede assistencial, impactando mais de 100 instituições associadas à UNIDAS.

A UNIDAS reúne mais de 100 operadoras de autogestão que já trabalham para adequar suas instituições ao novo modelo regulatório.

As autogestões representam quase 10% do setor, atendem 4,5 milhões de pessoas e concentram quase 30% de idosos na carteira, parcela próxima ao dobro da média do setor.

Do total de 53 milhões de clientes de planos de saúde no Brasil, 8,2 milhões têm 60 anos ou mais, o que equivale a 15,6% do universo de beneficiários.

A ANS monitora o desempenho das operadoras por IDSS (nota 0 a 1) e IGR (reclamações por 100 mil beneficiários); a maioria das autogestões figura na Faixa 1 do IDSS (notas >0,80) e registra IGRs inferiores à média geral.

Entre 2021 e 2025, as reclamações de idosos sobre planos de saúde cresceram 47%, tema debatido no Congresso Nacional em contraponto à prática das autogestões de manter beneficiários idosos.

"Ao corrigir uma distorção no setor, a ANS nos ofereceu a oportunidade de oxigenar o público elegível, mantendo a nossa vocação social", afirmou Mário Jorge, presidente da UNIDAS, na abertura do 28º Congresso da entidade.

As autogestões reinvestem todo recurso arrecadado em assistência, exigem representatividade dos beneficiários em seus conselhos e focam em medicina preventiva, coordenação do cuidado e gestão de crônicos.

Mais pessoas elegíveis à autogestão podem ampliar o acesso à saúde suplementar entre os cerca de 20 milhões de trabalhadores que hoje não têm plano de saúde.