Beneficiários do Bolsa Família respondem por 67,5% do saldo de empregos formais
Dos 765,7 mil postos líquidos gerados no 1º semestre de 2026, 516,5 mil foram entre pessoas do programa; Sudeste lidera

Beneficiários do Bolsa Família responderam por 67,5% do saldo de empregos formais no Brasil no primeiro semestre de 2026, com 516,5 mil vagas líquidas.
Do total de 765,7 mil postos líquidos criados no país, o Sudeste concentrou 43,4% desse saldo entre beneficiários, com 224,3 mil vagas.
Foram registradas 1,81 milhão de admissões e 1,29 milhão de desligamentos entre beneficiários, resultando em saldo positivo de 516,5 mil postos no período.
O cálculo considera a diferença entre admissões e desligamentos no mercado formal, com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged); registros sem identificação da unidade da Federação foram desconsiderados.
Na distribuição regional, o Nordeste teve saldo de 139,6 mil vagas (27% do total entre beneficiários), o Sul 66,6 mil (12,9%), o Centro-Oeste 46 mil (8,9%) e o Norte 40,1 mil (7,8%).
Levantamento da Fundação Getulio Vargas divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social mostra que, entre janeiro de 2023 e julho de 2026, beneficiários do Bolsa Família responderam por 85,18% do saldo líquido de empregos formais, ou 4,58 milhões de 5,38 milhões de postos.
Em 2025, beneficiários do Bolsa Família e pessoas no Cadastro Único preencheram 1,160 milhão dos 1,274 milhão de postos formais criados, ou 91% do total.
O Bolsa Família permite que famílias que aumentem renda permaneçam temporariamente no programa: famílias com renda mensal superior a R$ 218 e até R$ 706 por pessoa recebem 50% do benefício, e, desde julho de 2025, o prazo de transição pode chegar a 12 meses em casos de renda instável.
"O beneficiário do Bolsa Família que for trabalhar em algum emprego formal pode ficar 12 meses trabalhando ainda recebendo o benefício", declarou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista à Band, nesta sexta-feira (16/10).