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Empresas já sofrem pressão por governança de IA antes de marco legal

Clientes, reguladores setoriais, cadeias internacionais e auditorias cobram regras; Abria debateu o tema em congresso em São Paulo.

Redação POLITICA.SP19 de set. de 2026 · 21h021 acesso📲 Enviar no WhatsApp
Empresas já sofrem pressão por governança de IA antes de marco legal
Reprodução: teletime.com.br

Empresas brasileiras já enfrentam cobrança por governança de inteligência artificial mesmo antes de um marco legal.

As pressões vêm de clientes, reguladores setoriais, cadeias internacionais de fornecimento e auditorias.

A Associação Brasileira de Inteligência Artificial (Abria) reúne empresas, instituições de ensino, profissionais, representantes da sociedade e do governo; a entidade é presidida por Rodrigo Scotti e o Comitê de IA Responsável é liderado por Luis Fernando Prado.

"À medida que a IA avança com velocidade nas empresas e nos governos, o mais importante é trazer clareza sobre o limite técnico e o limite ético", disse Rodrigo Scotti.

Luis Fernando Prado afirmou que "governança e responsabilidade não são acessórias" para o avanço da IA.

O debate ocorre enquanto o PL 2.338/2023, que trata da regulamentação da IA no Brasil, segue em discussão na Câmara; a Abria apontou pontos pouco claros no texto, como geração massiva de vídeos em períodos eleitorais, treinamento de modelos com bases públicas e impactos sobre crianças e adolescentes.

"É importante que a discussão venha antes da regulamentação, para que o Brasil não sofra consequências como outros países que já regulamentaram e hoje estão precisando rever", disse a diretora de políticas públicas da Abria, Juliana Natrielli, que chamou a atenção para a escolha do país entre ser produtor ou consumidor de IA.

A posição foi apresentada no I Congresso Brasileiro de IA Responsável, realizado pela Abria na segunda-feira, 14, em São Paulo; o encontro reuniu profissionais das áreas jurídica, compliance, riscos, privacidade e tecnologia.

PL 2.338/2023 — projeto em debate na Câmara

14 — data do congresso em São Paulo

O relator do projeto, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), indicou em agosto que a votação deve ocorrer depois das eleições de outubro.