Governador eleito do Amapá buscará Lula e Petrobras para base logística do petróleo
Dr. Furlan (PSD) diz que infraestrutura estadual é prioridade para aproveitar descobertas na Margem Equatorial

Dr. Furlan (PSD) disse que, ao tomar posse, irá procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Petrobras para discutir base logística para exploração de petróleo na Margem Equatorial.
A produção no Amapá pode começar em até 7 anos, se estudos confirmarem viabilidade e forem obtidas autorizações necessárias.
Furlan falou ser prioridade preparar infraestrutura do Estado para a movimentação logística e econômica ligada à atividade petrolífera; ele concedeu a primeira entrevista após vencer no 1º turno com 62,75% dos votos.
O petróleo foi descoberto pela Petrobras em agosto, a 175 km do Oiapoque, na porção brasileira da Margem Equatorial, com confirmação de óleo em pelo menos três camadas no Poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas.
A Margem Equatorial tem potencial estimado em até 41 bilhões de barris; a Firjan estima que essa exploração poderia prolongar a produção brasileira por pelo menos mais um século.
Entre os projetos citados por Furlan estão a implantação de um distrito industrial, a conclusão da pavimentação da BR-156 e a modernização do Porto de Santana, obras consideradas estratégicas para atrair empresas e serviços de óleo e gás.
Furlan afirmou que buscará recursos do governo federal e, se necessário, recorrerá a empréstimos e operações de crédito, citando instituições como o BNDES.
Nos próximos dias o governador eleito receberá representantes do IBP e da Transpetro; em dezembro de 2025 o Amapá assinou memorando com a Transpetro para avaliar uma base de apoio no Estado.
"O Amapá é um Estado pequeno, que depende do governo federal. A partir do momento que nós temos um novo pré-sal, uma reserva tão grande aqui, as obras do Amapá servirão ao Brasil", disse Furlan.
A partir da tomada de posse, Furlan pretende ir ao governo federal para viabilizar projetos relacionados à Margem Equatorial e acelerar leilões de hidrovias e ferrovias projetados entre 2027 e 2030.