Rio remaneja R$ 172 milhões de subsídios de ônibus para pessoal e dívida
Decreto assinado por Eduardo Cavaliere em 19/10 transferiu R$ 145 milhões do SPPO e R$ 27 milhões do BRT; medida sai durante preparação da nova licitação do Sistema Rio.

Prefeitura do Rio transferiu R$ 172 milhões de dotações orçamentárias de subsídios dos ônibus convencionais e do BRT para despesas com pessoal e amortização da dívida.
Do total remanejado, R$ 145 milhões vinham da quilometragem subsidiada do Serviço Público de Transporte de Passageiros por Ônibus (SPPO) e R$ 27 milhões do sistema BRT.
O decreto Rio nº 58.776, assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere em 19 de outubro de 2026 e publicado em 20 de outubro, abriu crédito suplementar de R$ 172 milhões para os Encargos Gerais do Município, sob supervisão das secretarias de Fazenda e Administração.
Os recursos foram redistribuídos assim: R$ 103,2 milhões para despesas complementares com pessoal e R$ 68,8 milhões para amortização da dívida interna do município.
A publicação diz que a alteração é remanejamento da programação orçamentária e não significa necessariamente suspensão de pagamentos às operadoras; o impacto depende de recursos já executados, dotações remanescentes e possíveis novos créditos até o encerramento do exercício.
A remuneração por quilometragem, usada para financiar a operação do transporte coletivo, complementa receitas tarifárias e ajuda a manter a oferta de serviços quando a arrecadação não cobre os custos reconhecidos da operação.
A mudança ocorre enquanto a Prefeitura prepara a nova concessão do Sistema Rio — apresentação das propostas está prevista para 17 de novembro de 2026 e o leilão para 26 de novembro; o decreto não altera o edital nem o calendário da licitação.
R$ 172 milhões — total remanejado
R$ 145 milhões — quilometragem subsidiada do SPPO
R$ 27 milhões — quilometragem subsidiada do BRT
R$ 103,2 milhões — para pessoal
R$ 68,8 milhões — para amortização da dívida