Pesquisa que analisou os debates aponta 151 propostas e identifica cinco temas que definem as posições dos candidatos ao Senado por São Paulo.
O levantamento filtrou os cinco temas que mais sintetizam as visões em disputa e lista posições distintas que podem orientar o voto de 04/10.
Participaram dos três encontros Simone Tebet (MDB), Guilherme Derrite (PL), Marina Silva (REDE), André do Prado (PL), Soninha Francine (Cidadania), Geraldo Rufino (PSB) e Ricardo Salles (Novo); os debates ocorreram na Band (09/09), UOL/Folha (21/09) e Estadão/FAAP (23/09).
Soninha Francine e Geraldo Rufino não compareceram ao debate do UOL/Folha; Ricardo Salles teve as falas computadas porque participou dos três debates antes de anunciar desistência de candidatura ao Senado.
O estudo concluiu que candidatos frequentemente falam das mesmas pautas, mas com diagnósticos e soluções completamente diferentes.
Instituições e STF representaram 8,8% das palavras; quatro candidatos (André do Prado, Marina Silva, Guilherme Derrite e Simone Tebet) defendem papel ativo do Senado, mas com abordagens opostas.
André do Prado e Guilherme Derrite atacam o ativismo judicial; Prado citou o ministro Alexandre de Moraes sete vezes e defende limites estritos a decisões monocráticas.
Simone Tebet e Marina Silva pedem freios e contrapesos institucionais e limites a decisões individuais, sem ataques personalizados a magistrados.
Debates sobre trabalho e renda somaram 7,2% das palavras; Simone Tebet, Marina Silva e André do Prado apoiam o fim da escala 6×1.
Soninha Francine defende dois dias de descanso semanal e regulamentação do trabalho pago por hora; Ricardo Salles se opõe ao fim da 6×1 por impacto na produtividade e custos.
Segurança pública foi 11,2% do discurso; maioridade penal apresentou quatro posições distintas entre os principais candidatos.
Guilherme Derrite e André do Prado defendem redução irrestrita para 16 anos; Marina Silva rejeita e prioriza políticas socioeducativas; Simone Tebet propõe redução apenas para crimes graves e hediondos.
Economia e tributos somaram 6,5% das palavras; debate girou em torno de emendas parlamentares e transparência no orçamento.
Simone Tebet e Ricardo Salles defenderam corte ou renúncia às emendas de relator (orçamento secreto); André do Prado criticou o corte, defendendo emendas para repasses a municípios paulistas.
Fonte: Rádio Tmc Transamérica 100.1 FM · Leia no site →