55% das indústrias da regional Campinas apontam revisões na política tributária e fiscal como principal preocupação.
O levantamento do Ciesp–Regional Campinas projeta impacto e riscos para as empresas nos próximos 12 a 24 meses.
A Pesquisa de Sondagem Industrial de setembro ouviu as 590 empresas associadas ao Ciesp-Campinas, distribuídas em 19 municípios da região.
Além das revisões fiscais, 18% das empresas citaram riscos em governabilidade e estabilidade institucional, e 18% citaram impactos de ciclos eleitorais e volatilidade de mercado.
Nenhuma empresa apontou atualizações e eficiência regulatória como risco, e 9% afirmaram não ver impacto ou risco.
O diretor do Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, disse que produção e capacidade utilizada melhoraram na margem, mas lucratividade e apetite por investimento pioraram.
O diretor do Departamento de Comércio Exterior, Anselmo Riso, detalhou desempenho do comércio exterior regional até agosto de 2026.
— 590 empresas associadas — 19 municípios
— R$ 53 bilhões — faturamento conjunto anual
— ~98 mil — empregados conjuntos
— Exportações em agosto de 2026: US$ 320 milhões — 4,59% acima de agosto de 2025
— Acumulado exportações 2026: US$ 2,4 bilhões — +4,97% sobre 2025
— Importações em agosto de 2026: US$ 1,4 bilhão — +10,90% sobre agosto de 2025
— Acumulado importações 2026: US$ 9,6 bilhões — +1,59% sobre 2025
— Déficit em agosto de 2026: US$ 1,1 bilhão — +12,80% sobre agosto de 2025
— Déficit acumulado 2026: US$ 7,1 bilhões — +0,47% sobre 2025
— Corrente de comércio em agosto de 2026: US$ 1,7 bilhão — +9,71% sobre agosto de 2025
— Corrente de comércio acumulada 2026: US$ 12,1 bilhões — +2,26% sobre 2025
Em agosto de 2026, os principais municípios exportadores foram Campinas (34,40%), Paulínia (21,88%), Sumaré (10,51%), Mogi Guaçu (8,59%) e Valinhos (5,69%).
As maiores participações nas importações em agosto de 2026 foram Paulínia (42,43%), Campinas (25,65%), Sumaré (8,51%), Hortolândia (6,75%) e Jaguariúna (5,69%).
“Com custos em alta e inadimplência subindo, o quadro sugere margens espremidas; empresas produzem mais, mas ganham menos e estão mais cautelosas para investir”, avaliou José Henrique Toledo Corrêa.
Fonte: Hora Campinas · Leia no site →